Produtor de Orgânicos

Encontro debate cadeias sustentáveis e agricultura regenerativa

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Rio, 26 de outubro de 2020.

O webinário “Cadeias sustentáveis e agricultura regenerativa”, promovido pela  SNA com o apoio da BioBrasilFair – Biofach e Naturaltech, na última quarta-feira, dia 21/10, destacou a importância da produção agrícola sustentável aliada à recuperação dos solos, com a utilização cada vez menor de insumos e considerando ainda aspectos econômicos, éticos e de igualdade social.

Como a agricultura regenerativa trata desses temas? Qual é a responsabilidade das empresas nessa nova maneira de se produzir? É possível medir o impacto das boas práticas e a transparência dessas empresas?

Sequestro de carbono, incremento da biodiversidade, preservação das florestas, melhoria da qualidade do solo e redução da pegada ambiental foram alguns dos assuntos que Sylvia Wachsner, diretora da SNA, coordenadora do CI Orgânicos e moderadora do evento, apresentou aos palestrantes convidados, Alexandre Borges (Mãe Terra), Fábio Sakamoto (Rizoma Agro) e Fernando Bicaletto (Fazenda da Toca Orgânicos).

Na ocasião, as empresas participantes anunciaram a elaboração de um selo de identificação para a agricultura regenerativa.

Alexandre Borges disse acreditar que o futuro do mercado orgânico, o chamado Orgânico 2.0, levará em conta a questão da cadeia sustentável que, a seu ver, está fundada na agricultura regenerativa.

Borges é CEO da Mãe Terra é um empreendedor nato, que criou uma das maiores empresas de produtos orgânicos e naturais do Brasil. Mesmo assediado por grandes grupos, conseguiu os financiamentos e recursos necessários para expandir seus negócios, mantendo uma boa cultura organizacional.

Por sua vez, Fábio Sakamoto observou que o custo de se produzir orgânicos em alguns casos já se equipara ao valor da produção convencional.

“O custo para se recuperar o solo de um sistema de agricultura degenerativa é muito superior ao da agricultura regenerativa, que cuida do solo”, explicou Sakamoto, co-fundador da Rizoma Agro, que tem como missão reverter a crise climática, escalando a agricultura regenerativa orgânica com sistemas agrícolas que produzem impacto positivo no meio ambiente cultivando leguminosas, grãos e frutas.

A Rizoma é uma das maiores referências em estudos relacionados à agricultura regenerativa no Brasil, sendo responsável pela primeira emissão certificada de título verde do mundo, segundo os critérios do Climate Bonds Standard. Durante o encontro, a empresa destacou que foi pioneira, no setor agrícola, a obter esse certificado.

Já Fernando Bicaletto ressaltou  a velocidade do crescimento do consumo de orgânicos, citando como exemplo o percentual de consumo de ovos orgânicos nos EUA, que em 2010 era de 4% e em 2020 pulou para 23%.

Bicaletto é CEO da Fazenda da Toca Orgânicos, que têm 2300 hectares de áreas transformadas em um polo de produção de orgânicos em larga escala. O executivo investe em avicultura de postura, produção leiteira, produção de grãos e produção agroflorestal, trabalhando com gestão própria e sistema de parcerias.

“São projetos que promovem impacto positivo na maneira de olhar a produção de alimentos com sustentabilidade e transparência na gestão de seus negócios”, afirmou

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